sexta-feira, 24 de abril de 2020

Placas Tectônicas

Placas tectônicas são grandes blocos rochosos semirrígidos que compõem a crosta terrestre. A Terra divide-se em quatorze principais placas tectônicas, as quais se movimentam sobre o manto de forma lenta e contínua, podendo aproximar-se ou se afastar umas das outras.
A movimentação das placas resulta na formação de montanhas, fossas oceânicas, atividades vulcânicas, terremotos e tsunamis.

Teoria das Placas Tectônicas

Em 1913, Alfred Wegener apresentou a Teoria da Deriva Continental, que afirma que, há milhões de anos, as massas de Terra formavam um único supercontinente, chamado Pangeia. Essa teoria foi confirmada por sua sucessora, a chamada Teoria das Placas Tectônicas.
A Teoria das Placas tectônicas parte do pressuposto de que a crosta terrestre está dividida em grandes blocos semirrígidos, ou seja, em placas que abrangem os continentes e o fundo oceânico. Essas placas movimentam-se sobre o magma, impulsionadas por forças vindas do no interior da Terra. Portanto, a superfície terrestre não é uma placa imóvel, como era falado no passado.

Principais placas tectônicas

O planeta Terra está dividido em 52 placas tectônicas, sendo 14 principais e 38 menores. Como exemplos de placas principais, podemos citar a Placa Sul-Americana, a Placa do Pacífico e a Placa Australiana. As menores podem ser exemplificadas pela Placa do Ande do Norte, Placa da Carolina e Placa das Marianas.

Tipos de placas

  • Oceânicas: encontram-se no assolho oceânico.
  • Continentais: situam-se sob os continentes.
  • Oceânicas e continentais: situam-se sob o continente e no assoalho oceânico.
  • Movimentos das placas tectônicas

    A movimentação das placas é lenta, contínua e ocorre no limite entre elas. Esse deslocamento leva bastante tempo e é responsável por diversas transformações e fenômenos que ocorrem na crosta terrestre, como a formação de montanhas e vulcões, terremotos e aglutinação ou separação dos continentes.
    Os movimentos das placas tectônicas podem ser laterais, de afastamento e de colisão.
  • Limites das placas tectônicas

    Limites das placas tectônicas correspondem às zonas de encontro entre as placas, ou seja, são as fronteiras ou margens das placas, nas quais ocorre intensa movimentação, como atividades sísmicas e vulcanismo.
  • 1) Limite divergente

    No movimento divergente, as placas afastam-se umas das outras, formando fendas e rachaduras na crosta terrestre. Assim, quando ocorre o movimento das correntes convectivas ascendentes, o magma do interior da Terra atravessa as fendas, sendo levado para a superfície. O magma, então, resfria-se e é acrescentado às bordas das placas, que aumentam de tamanho.
    A separação das placas oceânicas dá origem a dorsais mesoceânicas (cadeias montanhosas submersas no oceano), que provocam expansão do fundo oceânico, originando terremotos e vulcões. Já a separação das placas continentais pode originar terremotos e formar vulcões e vales em rifte (regiões em que a crosta terrestre sofre uma fratura, provocando afastamento das porções vizinhas da superfície terrestre), como aqueles encontrados no Golfo da Califórnia.
  • 2) Limite convergente

    No movimento convergente, as placas aproximam-se e chocam-se umas contra as outras. Quando o movimento convergente ocorre entre uma placa oceânica e uma placa continental, a primeira retorna ao manto, enquanto a segunda enruga-se, formando dobras. Isso ocorre porque as rochas das placas oceânicas são mais densas que as rochas das placas continentais.
    Quando ocorre um choque entre duas placas oceânicas, apenas uma das placas afundará, no caso, a mais densa entre as duas.
    Quando o choque ocorre entre duas placas continentais, não há afundamento das placas, visto que a densidade das duas é a mesma, logo, ambas sofrem dobramento. Um exemplo desse tipo de choque foi o que ocorreu entre as placas Sul-Americana e a Placa de Nazca, que deu origem à Cordilheira dos Andes.
  • 3) Limite transformante

    No movimento transformante, as placas deslizam umas em relação as outras, provocando rachaduras na região de contato entre as placas. Nesse movimento, não há destruição nem criação de placas, podendo, em alguns casos, originar falhas.
    Um grande exemplo de movimento transformante ocorreu entre a Placa do Pacífico e a Placa Norte-América, resultando na falha de San Andres, no estado da Califórnia, nos Estados Unido







  • Fonte de pesquisa-SOUSA, Rafaela. "Placas tectônicas"; Brasil Escola. 
  • Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/tectonica-placas.htm. Acesso em 24 de abril de 2020.

sexta-feira, 20 de março de 2020

Quatro Brasis



 O critério principal da regionalização proposta por Milton Santos e Maria Laura Silveira foi o “meio técnico-científico-informacional”, isto é, a informação e as finanças estão irradiadas de maneiras desiguais e distintas pelo território brasileiro, determinado “quatro brasis”:

Região Amazônica - inclui os estados do Amapá, Pará, Roraima, Amazonas, Acre e Rondônia. Baixas densidades técnicas e demográficas. Região Nordeste - inclui os estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. Primeira região a ser povoada, apresenta uma agricultura pouco mecanizada se comparada à Região Centro-Oeste e à região Concentrada. Região Centro-Oeste - inclui Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do sul e Tocantins,apresenta uma agricultura globalizada, isto é, moderna, mecanizada e produtiva. Região Concentrada - inclui Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, é a região que concentra a maior população, as maiores indústrias, os principais portos, aeroportos, shopping centers, supermercados, as principais rodovias e infovias, as maiores cidades e universidades. Portanto, é a região que reúne os principais meios técnico-científicos e as finanças do país.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Mercantilismo

O mercantilismo
Os reis absolutistas procuravam fortalecer o seu poder adotando medidas econômicas para aumentar
a riqueza do reino. O conjunto de práticas econômicas adotadas pelos Estados absolutistas ficou
conhecido como mercantilismo. Apesar de ter variado de um país para outro, as principais
características da economia mercantilista foram:
 Metalismo. Princípio que definia a riqueza de um Estado pela quantidade de ouro e prata
acumulada nos cofres do governo.
 Balança comercial favorável. Prática em que os governos procuravam aumentar as
exportações (vendas para o exterior) e diminuir as importações (compras do exterior),
evitando, assim, a saída de metais do reino.
 Colonialismo. Exploração de territórios coloniais fora da Europa, onde a Coroa poderia
obter produtos de alto valor no mercado europeu, como metais preciosos, gêneros tropicais e
especiarias .
 Protecionismo alfandegário. Cobrança de pesadas taxas sobre os produtos importados.
Dessa forma, os artigos estrangeiros se tornavam mais caros do que os similares produzidos
no reino ou trazidos das colônias.
As práticas mercantilistas garantiram o enriquecimento de vários Estados europeus entre os séculos
XV e XVIII. Elas também estimularam uma grande competição entre os países. Interessadas em
descobrir novas terras e explorar suas riquezas, as potências europeias aperfeiçoaram tecnologias
náuticas para se fortalecer na disputa pelos mares.
Na Europa do absolutismo e do mercantilismo, o comércio, e não mais a agricultura, passou a ser a
principal fonte de riqueza das nações.
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sábado, 4 de janeiro de 2020

Forte São Lourenço - Itaparica -Bahia















Erosão

A erosão é um fenômeno natural provocado pela desagregação de materiais da crosta terrestre pela ação dos agentes exógenos, tais como as chuvas, os ventos, as águas dos rios, entre outros. Essas partículas que compõem o solo são deslocadas de seu local de origem, sendo transportadas para as áreas mais baixas do terreno.
De acordo com sua origem, o processo erosivo pode ser classificado em erosão pluvial (ação das chuvas), erosão fluvial (ação das águas dos rios), erosão por gravidade (movimentação de rochas pela força da gravidade), erosão eólica (ação dos ventos), erosão glacial (ação das geleiras), erosão química (alterações químicas no solo) e erosão antrópica (ação do homem).
A erosão tem se intensificado em virtude das ações antrópicas, pois o homem tem modificado o meio natural de forma desastrosa, e uma das consequências é essa erosão acelerada. Os fatores que contribuem para esse cenário são: desmatamentos, queimadas, urbanização, impermeabilização do solo, drenagem de estradas, linhas de plantio, etc.
O avanço da erosão desencadeia uma série de problemas socioambientais: deslizamentos, enchentes (através do preenchimento de lagos e rios), assoreamento dos rios, morte de espécies da fauna e da flora, redução da biodiversidade, perda de nutrientes do solo, redução da área de plantio, danos econômicos, entre tantos outros.
Dentre as possíveis formas de proteger o solo contra a erosão estão: preservar a cobertura vegetal do solo, técnicas agrícolas menos agressivas ao solo, curvas de nível no terreno, planejamento de construções, sistemas de drenagem e reflorestamento.




Fonte de pesquisa FRANCISCO, Wagner de Cerqueria e. "Erosão "; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/erosao.htm. Acesso em 04 de janeiro de 2020.

Chuvas convectivas

Ao subir, o ar quente carrega toda a umidade, inicia-se o processo de condensação e, depois, ocorre a precipitação. São geralmente chuvas de pouca duração, contudo possuem alta intensidade. As chuvas convectivas também são conhecidas como chuvas de verão.


Video chuvas convectivas