domingo, 25 de março de 2012

Água indispensável para vida.


A água é um recurso natural essencial à vida de todas
as espécies existentes na face da Terra. Por se tratar de um
componente importante na bioquímica dos seres vivos,
exerce enorme influência sobre os valores socioculturais
dos povos, integrando a cadeia produtiva de vários bens
de consumo e intermediários. Com respeito ao homem, o
corpo humano contém 70% de água, a qual exerce um
papel fundamental em seu metabolismo.
A utilização da água pelo homem remonta a muitos
séculos e sua importância para a humanidade se encontra
registrada nas culturas de nossos antepassados. Na mitologia
egípcia, Osíris era a personificação da fecundidade,
a fonte total e criadora das águas. Os gregos consideravam
os rios e as fontes filhos do deus Oceano e os
divinizavam, dedicando-lhes oferendas.
Essa visão mitológica dos povos antigos começou a
ser abalada com as primeiras concepções científicas e filosóficas
da cultura ocidental, elaboradas pela Escola de
Mileto. Dentre os fundadores, destaca-se o pensador Tales
de Mileto, que afirmava ser a água a origem de todas as
coisas. Mais adiante, o filósofo Aristóteles (384-322 a.C.),
refletindo sobre o surgimento da água, especulou acerca
das correlações entre a água proveniente da chuva e os
lençóis subterrâneos, postulando que os rios se originaram,
em parte, de água de chuva, bem como a umidade
do ar do interior das cavernas nas montanhas, que, ao se
condensar no solo, dava origem aos mananciais. Essa concepção
filosófica se aproximou do conceito preconizado
pela ciência hidrológica.
A hidrologia, em seu conceito etimológico, é a ciência
que estuda a ocorrência, a distribuição, o movimento
e as propriedades da água na atmosfera, na superfície e
no subsolo terrestre.
Observar a água fluindo nos rios, ou apreciá-la nos
lagos e oceanos é atividade acessível a qualquer pessoa.
Entretanto, não nos é possível observar a água
armazenada na atmosfera e/ou no subsolo nem
os mecanismos que orientam sua entrada nesses
locais de armazenamento e sua saída.
Quando a água evapora, ela desaparece na
atmosfera como vapor; quando se infiltra no
subsolo, torna-se invisível aos nossos olhos.
A complexidade dos processos que envolvem
o ciclo da água torna a hidrologia uma
ciência de atuação interdisciplinar, envolvendo
a participação de profissionais de várias
áreas, como engenheiros, geólogos, agrônomos,
matemáticos, estatísticos, geógrafos,
biólogos, dentre outros.

Extraido do livro Geodiversidade do Brasil, Pag.58- Planeta Terra

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Guerra de Canudos ou Campanha de Canudos

Guerra de Canudos ou Campanha de Canudos

Foi o confronto entre o Exército Brasileiro e integrantes de um movimento popular de fundo sócio-religioso liderado por Antônio Conselheiro, que durou de 1896 a 1897, na então comunidade de Canudos, no interior do estado da Bahia, no nordeste do Brasil.

A região, historicamente caracterizada por latifúndios improdutivos, secas cíclicas e desemprego crônico, passava por uma grave crise econômica e social. Milhares de sertanejos e ex-escravos partiram para Canudos, cidadela liderada pelo peregrino Antônio Conselheiro, unidos na crença numa salvação milagrosa que pouparia os humildes habitantes do sertão dos flagelos do clima e da exclusão econômica e social. 

Os grandes fazendeiros da região, unindo-se à Igreja, iniciaram um forte grupo de pressão junto à República recém-instaurada, pedindo que fossem tomadas providências contra Antônio Conselheiro e seus seguidores. Criaram-se rumores de que Canudos se armava para atacar cidades vizinhas e partir em direção à capital para depor o governo republicano e reinstalar a Monarquia.

Apesar de não haver nenhuma prova para estes rumores, o Exército foi  mandado para Canudos. Três expedições militares contra Canudos saíram derrotadas, o que apavorou a opinião pública, que acabou exigindo a destruição do arraial, dando legitimidade ao massacre de até vinte mil sertanejos. Além disso, estima-se que cinco mil militares tenham morrido. A guerra terminou com a destruição total de Canudos, a degola de muitos prisioneiros de guerra, e o incêndio de todas as casas do arraial.


O que é o Aquecimento Global?

O Aquecimento Global se caracteriza pela modificação, intensificação
do efeito estufa.
O efeito estufa é um fenômeno natural e consiste na retenção de calor
irradiado pela superfície terrestre, pelas partículas de gases e de
água em suspensão na atmosfera, garantindo  a manutenção do equilíbrio
térmico do planeta e, portanto, a sobrevivência das várias espécies
vegetais e animais. Sem isso, certamente, seria impossível a vida na
Terra ou, pelo menos, a vida como a conhecemos hoje.

O que provoca o Aquecimento Global?

O desequilíbrio na composição atmosférica, provocado pela crescente
elevação da concentração de certos gases que têm capacidade de
absorver calor, como é o caso do metano (CH4) e principalmente do
dióxido de carbono (CO2). Essa elevação dos níveis de dióxido de
carbono na atmosfera se deve à crescente queima de combustíveis
fósseis e das florestas, desde a Revolução Industrial. Já a elevação
dos níveis de metano se devem a decomposição de matéria orgânica e
flatulência de animais, principalmente do gado bovino. Esse
desequilíbrio na composição atmosférica se deve a ações antrópicas
(ações do homem).

Quais as conseqüências?

O aquecimento global é talvez o impacto ambiental que mais assusta as
pessoas. Talvez o que mais assuste, ou melhor, as possíveis
consequências de uma gradativa elevação das médias térmicas no
planeta, é a tomada de consciência, pela primeira vez na história, da
possibilidade de destruição do próprio homem. Os impactos ambientais
são "democratizados", ou seja, passam a atingir todas as pessoas, sem
distinção de cunho econômico, social ou cultural: atingem
indistintamente homens e mulheres, ricos e pobres, operários e
patrões, brancos, negros e amarelos, desenvolvidos e subdesenvolvidos,
capitalistas e socialistas, liberais e conservadores. Não há mais
refúgio seguro. Todos finalmente passam a ter plena consciência  do
óbvio: a Terra é finita e a tecnologia não pode resolver todos os seus
problemas.

Derretimento das geleiras

O derretimento das geleiras é uma das conseqüências da elevação da
temperatura global. Quando nos referimos a geleiras polares ou calotas
polares,   podemos citar como principais danos a perda de reserva de
água potável, aumento no nível médio do mar e comprometimento da
biodiversidade polar. O derretimento de geleiras  presentes em
montanhas, aliado a menor precipitação de neve, pode provocar o
desaparecimento de rios, que são alimentados pelo regime nival (ciclos
de neve).  A diminuição da oferta de água potável pode gerar guerras e
conflitos futuros.

Ecossistemas Marinhos

Os ecossistemas marinhos também são afetados com a elevação da
temperatura das águas, provocando maior evaporação, aumentando os
teores de sal presente no mar, dificultando a vida marinha.
Essas conseqüências já são notadas na Austrália, com a morte de
corais,  prejudicando a biodiversidade aquática e a economia local,
com o comprometimento do turismo contemplativo.

Aumento dos furacões

O aquecimento das águas também provoca o aumento na ocorrência dos
furacões. O país que mais vem sofrendo é os Estados Unidos, que teve o
número de furacões dobrado nos últimos anos. Os furacões provocam
prejuízos econômicos e sociais, podendo provocar até  a morte de
pessoas.

O que se propõem para solucionar o problema?

Tratado de Kyoto
O Tratado de Kyoto foi proposto como uma maneira de amenizar o
aquecimento global. Nele os países industrializados se comprometem a
reduzir as suas emissões de gases provocadores do efeito  estufa em
pelo menos 5% em relação aos níveis de 1990, até o período entre 2008
e 2012. A adesão ao tratado se deu de maneira voluntaria, os países
assinaram por entender que é importante amenizar o aquecimento global.
O EUA, que é o maior colaborador do mundo para o aquecimento global,
lançando sozinho 25% dos poluentes provocadores do efeito estufa, não
assinou o tratado.

Mercado do carbono

Para evitar abalos na economia dos países desenvolvidos o Tratado de
Kyoto, permite que em caso de impossibilidade do cumprimento das metas
de redução de lançamento de gases estufa, esses pais podem comprar os
créditos de carbono de nações que possuam projetos de desenvolvimento
de energia limpa, moderna e alternativa, caracterizando assim o
Mercado do carbono.
No Brasil isso já ocorre no Aterro de Bandeirantes em São Paulo, onde
o metano produzido pela decomposição é usado na produção de energia
elétrica.

Redução dos combustíveis fósseis

O uso de combustíveis fosseis, junto com as queimadas das florestas,
são os principais colaboradores para o aquecimento global, lançando na
atmosfera carbono que estava armazenado nos estoques naturais
(florestas e reservas naturais de combustíveis fosseis). Dessa forma o
redução do uso dos combustíveis fosseis e a preservação das florestas
são atitudes importantes na luta contra o aumento da temperatura do
planeta.

Para diminuir o uso dos combustíveis fosseis é importante investir em
energias limpas, ou seja, energias que não emitem gases estufa, como a
nuclear, solar e eólica. O uso de energias provenientes de derivados
da cana de açúcar, como o etanol, vem assumindo papel importante, na
matriz energética nacional, ocupando o posto de 2ª maior fonte de
energia no país, fato importante, pois se trata de uma energia
renovável e menos poluidora.
Fica a sugestão do documentário produzido por Al Gore intitulado "Uma
verdade inconveniente".  Al Gore foi um dos ganhadores do premio Nobel
da Paz de 2007, graças a sua brilhante campanha mundial onde se
chamava a atenção para os danos provocados pelo aquecimento global. O
documentário ganhou o Oscar 2007 de melhor documentário.

Aula 1 Aquecimento Global, escrito por Yomar Seixas, 13/08/2008
Projeto EducaBahia.


--
Lazaro D. Nunes

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Simon Bolívar, “O Libertador”.



"O novo mundo deve estar constituído por nações livres e independentes, unidas entre si por um corpo de leis em comum que regulem seus relacionamentos externos”.

Simon Bolívar (1783-1830) – General e estadista venezuelano, um dos maiores vultos da América Latina, chefe das revoluções que promoveram a independência da Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. Herói de mais de duzentas batalhas, recebeu o título de “O Libertador”, conferido pelos parlamentos dos países por ele libertados do jugo espanhol e deu nome à Bolívia. Com a guerra civil de 1829, a Venezuela e a Colômbia separaram-se; o Peru aboliu a Constituição bolivariana, e a província de Quito tornou-se independente com o nome de Equador. Grande orador e escritor de mérito, deixou alguns ensaios, entre os quais Meu delírio no Chimborazo. Foi um homem muito avançado para a sua época, escreveu sobre sociologia e pedagogia, além de tratados militares, econômicos e políticos. Simon Bolívar teve ao seu lado, em vários combates, o brasileiro José Ignácio Abreu e Lima, filho do Padre Roma (também Abreu e Lima), fuzilado pelos portugueses durante a Revolução de 1817, em Salvador.

CRONOLOGIA

24/07/1783 : Nasce Simon Bolívar, filho de uma família da nobreza crioula da Venezuela.

JANEIRO/1797: Ingressa como cadete no Batalhão de Milícias de Blancos de Los valles de Aragua, onde se destaca pelo seu desempenho.

1799: Viaja para a Espanha com a finalidade de aprofundar seus estudos. Em Madrid amplia seus conhecimentos em História, Literatura e Matemática e aprende a língua francesa.

26/05/1802: Casa-se na capital espanhola com Maria Tereza Rodriguez del Toro y Alaysa.

1807: Retorna para a Venezuela tendo participação na Juntas de resistência da América Espanhola.

1810: A Junta de Caracas declara sua independência e Simon Bolívar é enviado para a Inglaterra numa missão diplomática.

Julho de 1812: O líder da Junta, Francisco Miranda, rende-se as forças espanholas e Bolívar é obrigado a fugir para Cartagena das Índias, onde redigiu O Manifesto de Cartagena.

1813: Liderou a invasão da Venezuela, entrando em Mérida em 23 de maio, sendo proclamado EL LIBERTADOR. Bolívar passa a comandar as forças nacionalistas da Colômbia, capturando Bogotá em 1814.

1815: Foge para a Jamaica, pedindo ajuda ao líder haitiano Alexander Saber Petión, redigindo alí a Carta da Jamaica.

1816: Concedida a ajuda, Bolívar retorna ao combate, desembarca na Venezuela e toma Angostura (atual cidade Bolivar).
Durante a libertação de Quito, apaixona-se pela revolucionária Manuela Sáenz, de quem torna-se amante, valendo a ela o epíteto de Libertadora do Libertador. Em 1828 ela o salva de ser assassinado.

Janeiro de 1819: Bolívar dedica-se a escrever a Constituição e a Organização do Congresso.

07/12/1824: Na Circular de Lima, Simon Bolívar convoca o congresso Anfictiônico.

Em 1826, Bolívar tenta promover uma integração continental ao convocar o Congresso do Panamá. Compareceram apenas os representantes dos governos do México, da Federação Centro-Americana, da Grã-Colômbia (Colômbia, Equador e Venezuela) e do Peru. Era o princípio das Conferências Pan-americanas.

17/12/1830: Simon Bolívar morre em Santa Marta, na Colômbia, vitima de tuberculose.


REFERÊNCIAS E FONTES BIBLIOGRÁFICAS

www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034
www.senado.gov.br/web/senador/arthurvirgilio
www.vidaslusofonas.pt/simon_bolivar.ht
www.camara.gov.br/aldorebelo/bonifacio/.../biografiasb.htm
www.brasilescola.com
www.historiamais.com/bolivar.htm
oglobo.globo.com/pais/moreno/posts/2009/10/19
pt.wipedia.org/wiki/Francisco_de_Miranda
educação.uol.com.br/historia/ult1690u52.jhtm
educacao.uol.com.br/ biografias/ult1789u276.jhtm

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

TRABALHO ANALOGO A ESCRAVO NA BAHIA

Resenha sobre o texto
Caracterização e incidência do trabalho análogo a escravo no estado da Bahia


Este trabalho de pesquisa foi desenvolvido por três autoras, e que foi apresentado como artigo na Revista Bahia Analise & Dados, como destaques, e objetivos deste trabalho ressalta expor e divulgar a ocorrência deste tipo de trabalho; Fomentar a necessidade de uma maior fiscalização, e punição do empregador; Exprimir a tomada de mais condições dignas para os trabalhadores, em principal o do campo. A ocorrência do trabalho análogo a escravo em tempos atuais é verificada em vários países do mundo. No caso do Estado da Bahia as maiores incidências deste trabalho foram verificadas no Oeste do estado, com destaque para o município de São Desidério.
O trabalho no mundo moderno, e as suas relações são desenvolvidas, e se dão em ambiente virtual, e sem fronteiras, a distancia, mas ainda neste mundo moderno, tão globalizado, cheio de técnica e informações múltiplas, podemos verificar a existência do trabalho análogo a escravo. Uma grande contradição entre trabalho moderno, e trabalho escravo. Alerto que o trabalho chamado aqui de escravo, como ressaltam as autoras, como análogo, traz semelhanças como o que era praticado no período colonial do Brasil, mas não é o mesmo hoje em dia. O conforto do trabalho moderno, é trocado por trabalho duro, degradante, sob sol escaldante, também o trabalho escravo não tem fronteiras, mas tem destino. Para da ênfase este destino do trabalho análogo a escravo, alguns números apresentados pelas autoras no texto, 40% fazendas pecuárias no Brasil, 17% lavouras temporárias (cultivo de cana-de-açúcar, fumo, soja), 11% produção florestal. Na Bahia foram feitas 51 operações através do GEFM, com resgate de 2703 trabalhadores, em 93 estabelecimentos. Muitas foram as ações, e os avanços dentro dos vários estados onde foram encontrados trabalho análogo a escravo, mas muito ainda há por ser feito, para conseguir que sejam estabelecidos pontos como, mais rigor nas punições, e assim não seja vantajoso para o empregador incorrer nesse crime, o aumento das oportunidades de trabalho, cuja possibilidade de escolha deve perpassar a garantia da dignidade no processo de reprodução social do trabalhador.
Os conceitos de trabalho decente, e trabalho análogo a escravo são apresentados dentro do texto, para que haja uma comparação, e visualização por parte do leitor que existem características e princípios para se denominar um trabalho como sendo escravo, uma importante explicação desse conceito é que trabalho forçado é sempre acompanhado de condições degradantes de trabalho, mas o inverso nem sempre ocorre. Para melhor esclarecimento, após a verificação dos conceitos, e o trabalho análogo é apresentado como negação completa dos elementos que compõem o trabalho decente. Assim uma preocupação, e um grande desafio do Brasil, seria a baixa qualidade das ocupações, e o déficit de trabalho decente.
A busca desenfreada pela reprodução do capital por parte dos empregadores, que desrespeitam os direitos humanos, é um dos fatos que nos remete a discussão de que usar a mão-de-obra escrava traz vantagens para este empregador, pois o seu desejo maior é apenas o lucro, e acumulação de capital, e garantia de maior competitividade do seu produto diante do mercado mundial, que o pressiona por melhores preços, mas também por tecnologias na sua produção. Ainda dentro da relação de exploração do trabalho análogo a escravo apresenta-se um fato que ocorre nestas relações, é que muitos trabalhadores aceitam responsabilizar-se moralmente por dívidas ilegais. Aspectos culturais podem ser utilizados na coação dos trabalhadores submetidos a trabalho análogo escravo por parte dos empregadores infratores, ou dos intermediários chamados no texto de “gatos”, uma das alternativas utilizadas é a distância dos locais de origem destes trabalhadores, e ainda as condições precárias que viviam nestes locais de origem dos trabalhadores, a falta de oportunidades trabalho nestas regiões, tornam se uma arma nesta ilusão criada por estes aliciadores.
O Brasil foi um dos primeiros países a assumir internacionalmente este triste fato do trabalho análogo a escravo, mas com uma ressalva que desde as décadas de 30, e 40 já se tinha conhecimento deste tipo de trabalho dentro do nosso território, mas que medidas a respeito disto só começaram a ser tomadas a partir da década de 90, mas precisamente no ano de 1995. O que nos deixa subentendido que enquanto foi proveitoso e conveniente, utilizou-se esta mão-de-obra, mas a partir da pressão internacional por formas de produção mais informatizadas, melhores tecnologias de produção, e qualidade nos produtos finais, foi necessário da uma resposta aos órgãos internacionais, e admitir uma meia culpa. Mas o importante são que medidas vem sendo tomadas, dentre elas temos a chamada “Lista Suja”, um cadastro criado pelo Ministério do Trabalho que inclui os dados dos empregadores, e dos seus estabelecimentos onde foram encontrados trabalhadores submetidos a condição de trabalho análogo a escravo. Ainda que esta lista possua falhas, como a inclusão apenas por dois anos, e o retorno somente caso forem pegos novamente a incorrerem no mesmo crime e dado o flagrante. Uso desta lista para fins de desapropriação das terras dos infratores, e uso na reforma agraria, é algo que tem ocorrido, mas em uma pequena escala, o que poderia ser mudado com aprovação da PEC 48, uma lei que é pouco discutida, e que prever expropriação dos estabelecimentos infratores. Lentidão e desinteresse politico é o que emperram esta aprovação, pois alguns políticos, e pessoas influentes na sociedade são encontrados entre estes empregadores infratores. A despeito dos problemas, o Brasil tem metas a serem cumpridas, e tem se esforçado para cumpri-las, e também com medidas para ajudar os trabalhadores resgatados, e mudar essa situação de trabalho.
A situação do trabalho análogo a escravo na Bahia teve o seu despertar a partir do ano de 1982, em especial na região Oeste do estado, com as denúncias e constatações de trabalhadores submetidos a este tipo de trabalho, o que desencadeou varias ações. Estas ações se desenvolveram principalmente nesta região Oeste, devido ao maior número de infrações estarem ocorrendo nesta do estado. Todas as ações visam a ampliação do conhecimento público da realidade do trabalho análogo a escravo no estado, e o mapeamento das áreas criticas para direcionar as políticas de combate, prevenção, e erradicação deste tipo de trabalho.
Além das ações de resgate, das punições, a atuação nas causas é um ponto que deve ser discutido. A migração, e em especial aquela que leva a uma situação análoga ao trabalho escravo. O tem seduzido estas pessoas para submeter-se ao trabalho análogo a escravo? É a falta de condições de trabalho e de reprodução social de vida nos lugares de origem. Pessoas que não possuem terras suficientes, que não possuem uma quantidade de modulo fiscal que não garanta uma produção de subsistência. E zonas no estado baiano que atraem esta mão-de-obra, foco especial no texto para as áreas de agronegócio. Um das questões também apresentadas no texto como causa destas migrações, e em consequência disto o trabalho análogo a escravo, são estruturas fundiárias no Brasil, que possuem números historicamente concentrados, e ainda em relação ao estado da Bahia essa desigualdade aparece ainda maior. No oeste baiano região com elevada concentração de estrutura fundiária, na qual a produção ligada ao agronegócio observa-se uma grande concentração de trabalhadores resgatados, mas também em todo estado esta marcada por deslocamentos de trabalhadores buscando alternativa de renda e encontraram trabalho escravo. Fato que leva a dedução que vários municípios baianos não apresentam condições de oferta de trabalho para garantir a permanência de um grande número de trabalhadores em seus municípios de origem. Uma comparação pode ser feita com as migrações ocorridas para a região Sudeste do país, no ciclo da cana-de-açúcar, mas algo deve ser alertado, é que estes migrantes de certa maneira, conseguiam uma reprodução social.
E na conclusão do texto as autoras ressaltam que o desconhecimento na sociedade, muitas vezes do produto que foi adquirido e comercializado, para manter esta estrutura socioeconômica, veio de uma produção em que se utilizou uma mão de obra escrava, ou condições degradantes de trabalho, o que acontece ainda em muitos lugares em pleno século XXI, em uma era digital, pós-moderna, pessoas em situações subumanas e sujeitas a condições humilhantes, tanto no campo e na cidade. E que o Brasil foi o primeiro país assumir a presença dessas condições de trabalho, mas vem comprometendo a combatê-las. Mais punições aos que intentaram a utilização deste tipo de trabalho, e ações conjuntas entre a sociedade e Estado para repudiar e buscar uma solução desta triste realidade, e a garantia de condições decentes a todos os cidadãos.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A REVOLUÇÃO PARADIGMÁTICA

No século XVIII, uma nova corrente de pensamento começou a tomar conta da Europa defendendo novasformas de conceber o mundo, a sociedade e as instituições. O chamado movimento iluminista aparece nesse período como um desdobramento de concepções desenvolvidas desde o período renascentista, quando osprincípios de individualidade e razão ganharam espaço nos séculos iniciais da Idade Moderna.

No século XVII o francês René Descartes concebeu um modelo de verdade incontestável. Segundo este autor, a verdade poderia ser alcançada através de duas habilidades inerentes ao homem: duvidar e refletir. Nesse mesmo período surgiram proeminentes estudos no campo das ciências da natureza que também irão influenciar profundamente o pensamento absolutista.

Entre outros estudos destacamos a obra do inglês Isaac Newton. Por meio de seus experimentos e observações,Newton conseguiu elaborar uma série de leis naturais que regiam o mundo material. Tais descobertas acabaram colocando à mostra um tipo de explicação aos fenômenos naturais independente das concepções de fundo religioso. Dessa maneira, a dúvida, o experimento e a observação seriam instrumentos do intelecto capazes de decifrar as “normas” que organizam o mundo.

Tal maneira de relacionar-se com o mundo, não só contribuiu para o desenvolvimento dos saberes no campo da Física, da Matemática, da Biologia e da Química. O método utilizado inicialmente por Newton acabou influenciando outros pensadores que também acreditavam que, por meio da razão, poderiam estabelecer as leis que naturalmente regiam as relações sociais, a História, a Política e a Economia.

Um dos primeiros pensadores influenciados por esse conjunto de idéias foi o britânico John Locke. Segundo a sua obra Segundo Tratado sobre o Governo Civil, o homem teria alguns direitos naturais como a vida, a liberdade e a propriedade. No entanto, os interesses de um indivíduo perante o seu próximo poderiam acabar
ameaçando a garantia de tais direitos. Foi a partir de então que o Estado surgiria como uma instituição social coletivamente aceita na garantia de tais direitos.

Essa concepção lançada por Locke incitou uma dura crítica aos governos de sua época, pautados pelos chamados princípios absolutistas. No absolutismo a autoridade máxima do rei contava com poderes ilimitados para conduzir os destinos de uma determinada nação. O poder político concentrado nas mãos da autoridade real seria legitimado por uma justificativa religiosa onde o monarca seria visto como um representante divino.
Entretanto, para os iluministas a fé não poderia interferir ou legitimar os governos.

No ano de 1748, a obra “Do espírito das leis”, o filósofo Montesquieu defende um governo onde os poderes fossem divididos. O equilíbrio entre os poderes Executivo, o Executivo e o Judiciário poderia conceber um Estado onde as leis não poderiam ser desrespeitadas em favor de um único grupo. A independência desses poderes era contrária à do governo absolutista, onde o rei tinha completa liberdade de interferir, criar e descumprir as leis.

Essa supremacia do poder real foi fortemente atacada pelo francês Voltaire (1694 – 1778). Segundo esse pensador, a interferência religiosa nos assuntos políticos estabelecia a criação de governos injustos e legitimadores do interesse de uma parcela restrita da sociedade. Sem defender o radical fim das monarquias de sua época, acreditava que os governos deveriam se inspirar pela razão tomando um tom mais racional e progressista.

Um outro importante pensador do movimento iluminista foi Jean-Jaques Rousseau, que criticava a civilização ao apontar que ela expropria a bondade inerente ao homem. Para ele, a simplicidade e a comunhão entre os homens deveriam ser valorizadas como itens essenciais na construção de uma sociedade mais justa. Entretanto, esse modelo de vida ideal só poderia ser alcançado quando a propriedade privada fosse sistematicamente combatida.

Esses primeiros pensadores causaram grande impacto na Europa de seu tempo. No entanto, é de suma importância destacar como a ação difusora dos filósofos Diderot e D’Alembert foi fundamental para que os valores iluministas ganhassem tamanha popularidade. Em esforço conjunto, e contando com a participação de outros iluministas, esse dois pensadores criaram uma extensa compilação de textos da época reunidos na obra
“Enciclopédia”.

A difusão do iluminismo acabou abrindo portas para novas interpretações da economia e do governo. A fisiocracia defendia que as produções das riquezas dependiam fundamentalmente da terra. As demais atividades econômicas era apenas um simples desdobramento da riqueza produzida em terra. Além disso, a economia não poderia sofrer a intervenção do Estado, pois teria formas naturais de se organizar e equilibrar.

Ao mesmo tempo, o iluminismo influenciou as monarquias nacionais que viam com bons olhos os princípios racionalistas defendidos pelo iluminismo. Essa adoção dos princípios iluministas por parte das monarquias empreendeu uma modernização do aparelho administrativo com o objetivo de atender os interesses dos nobres
e da burguesia nacional.

Fonte: site www.mundodaeducacao.uol.com.br

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE AS REGIÕES BRASILEIRAS




Região Sul:

Clima:temperado
Relevo: presença de planícies no litoral, presença de serras (serra do Mar) na porção oeste, planaltos e depressões.
Vegetação: Campos, mata com Araucária.
Hidrografia: predomínio de rios de planalto.

Forte influencia da colonização européia.
Atividades econômicas ligadas principalmente à produção primária.
Forte influencia européia na gastronomia.
Alto IDH.
Baixa taxa de crescimento natural.
Organização espacial influenciada pelo clima temperado.























Região Sudeste:

Clima:tropical.
Relevo: Planícies no litoral, mares de morros e planaltos na região central.
Vegetação: resquícios de mata atlântica no litoral, cerrado na faixa central e campos nas áreas mais elevadas.
Hidrografia: predomínio de rios de planalto.

Forte influencia da colonização européia, influência parcial asiática e africana.
Atividades econômicas ligadas principalmente aos setores industrias e de serviços.
Grande destaque na produção cientifica e na economia.
Grandes desigualdades regionais.
Concentração populacional nas metrópoles, favelamento.
Organização espacial influenciada pela desiguadade social.
Graves problemas ambientais.


















Região Centro Oeste:

Clima:tropical continental
Relevo: planícies no Pantanal e planaltos e depressões na região central.
Vegetação: floresta equatorial ao norte, cerrado na faixa central e vegetação complexa no Pantanal.
Hidrografia: presença de rios de planalto na região do Pantanal e rios de planície.


Forte influência indígena, pequena influência européia.
Atividades econômicas ligadas principalmente aos setores primários.
Grande destaque na produção agropecuária.
Grandes vazios demográficos.
Urbanização recente.
Organização espacial influenciada pela atividade agrícola e política.
Presença de problemas ambientais.






















Região Norte:

Clima:equatorial.
Relevo: planícies ao longo dos leitos dos rios; planaltos e depressões.
Vegetação: floresta equatorial ao norte e mata de transição ao oeste.
Hidrografia: presença de rios de planalto e rios de planície.

Forte influencia indígena, pequena influência européia.
Atividades econômicas ligadas principalmente aos setores primários.
Grande destaque na produção agropecuária, turismo e extrativismo.
Grandes vazios demográficos.
Urbanização recente.
Organização espacial influenciada pelos leitos dos rios.
Presença de problemas ambientais.






















Região Nordeste:

Clima: tropical e semi-árido.
Relevo: planícies no litoral, planaltos e depressões nas outras regiões.
Vegetação: cerrado, caatinga, mata de cocais.
Hidrografia: presença de rios de planalto e de rios intermitentes.

Forte influência indígena e africana.
Atividades econômicas ligadas principalmente aos setores primários e terciários.
Grande destaque na produção agropecuária, turismo e extrativismo.
Grandes desigualdades sociais.
Forte influência européia na urbanização.
Organização populacional concentrada no litoral.
Presença de problemas ambientais.