domingo, 25 de agosto de 2019

O declínio da mineração e o seu legado na América Latina

A América Latina acaba de viver uma década de bonança na mineração que despertou esperanças de riqueza como poucas vezes em sua história, embalada pelo que parecia ser uma inesgotável demanda chinesa por cobre, carvão e outros minérios. Mas a bonança terminou. A economia da China demonstrou ser como todas as outras, ou seja, uma economia de altos e baixos. E a redução recente do apetite chinês levou a uma freada brusca nos planos de investimento e venda de projetos multimilionários de mineração em países latino-americanos. Nesta semana, por exemplo, a Glencore, uma gigante global desta indústria, anunciou que está vendendo a mina de Lomas Bayas, no Chile. Um caso que não é único em meio ao ajuste do setor diante da queda de preços internacionais de muitos produtos básicos. Mas qual é o legado que fica desta chuva de dólares que caiu na região nos últimos dez anos com chegada de projetos de mineração, muitas vezes diante da resistência de comunidades onde eles se instalaram? Epicentro global A América Latina tornou-se neste anos um dos epicentros globais da mineração, recebendo 27% do total de investimentos em exploração, segundo o Banco Mundial. É difícil subestimar tal volume de dinheiro. O órgão afirma que um só país, o Chile, recebeu dividendos da mineração da ordem de US$ 41 bilhões (R$ 155,8 bilhões) em 2011, ou 19% de seu Produto Interno Bruto.
 (P... - Veja mais em https://economia.uol.com.br/noticias/bbc/2015/10/18/o-declinio-da-mineracao-e-o-seu-legado-na-america-latina.htm?cmpid=copiaecola

domingo, 23 de junho de 2019

Fontes de energia

Fontes de energia são opções energéticas com origens diversas. Dividem-se em fontes renováveis, como a energia solar, e fontes não renováveis, como os combustíveis fósseis. Fontes de energia são recursos naturais ou artificiais que possibilitam a produção de energia.

Matriz energética é toda energia disponibilizada para ser transformada, distribuída e consumida nos processos produtivos, é uma representação quantitativa da oferta de energia, ou seja, da quantidade de recursos energéticos oferecidos por um país ou por uma região.

As fontes de energia renováveis, são aquelas em que a sua utilização e uso é renovável e pode-se manter e ser aproveitado ao longo do tempo sem possibilidade de esgotamento dessa mesma fonte, exemplos deste tipo de fonte são a energia eólica e solar.
Por outro lado as fontes de energias não renováveis têm recursos teoricamente limitados, sendo que esse limite depende dos recursos existentes no nosso planeta, como é o exemplo dos combustíveis fósseis.
https://www.significados.com.br/matriz-energetica/


Energia: o presente e o futuro

As sociedades industriais modernas não podem sobreviver sem o uso intensivo de energia. A energia, não importando sua fonte de origem – petróleo, gás, água, biomassa, luz solar, urânio ou vento – é imprescindível para o desenvolvimento de um país. Não é por outra razão que cientistas elaboraram parâmetros de avaliação do desenvolvimento material e cultural de uma sociedade, baseados no uso das energias disponíveis no meio ambiente onde floresce esta comunidade. O principal aspecto nesta avaliação não é a fonte de energia utilizada, mas a tecnologia aplicada para o uso desta energia; já que é esta que vai espelhar o grau de desenvolvimento tecnológico – significando conhecimento científico e técnico – da sociedade em questão.
Ao longo dos últimos 230 anos aproximadamente, o uso das fontes energéticas tem se desenvolvido rapidamente. Se até quase o final do século XVIII as máquinas para aproveitamento da energia cinética (movimento e força) e calorífera (calor) eram bastante primitivas e ineficientes, o grande salto foi dado quando técnicos-artesãos, principalmente da Inglaterra, desenvolveram máquinas capazes de utilizar a energia cinética gerada pelo vapor d´água, queimando carvão mineral. Durante todo o século XIX e XX, só aumentaram e se diversificaram as tecnologias capazes de aproveitar a energia das diversas fontes; do carvão vegetal e mineral aos derivados de petróleo; do aproveitamento da água, da luz do sol e do vento, até o urânio para geração de eletricidade.
Jacques Attali, doutor em economia e assessor do governo da França, é famoso por seus livros discorrendo sobre o futuro da sociedade mundial. Em seu livro Uma breve história do futuro (Novo Século Editora, 2008) faz uma série de previsões sobre como o mundo evoluirá social, econômica e politicamente ao longo do século XXI. No que se refere ao tema da energia, Attali escreve entre outras coisas: “A energia solar, bem como a energia eólica,só serão fontes inesgotáveis quando se tornarem estocáveis. Será difícil desenvolver a biomassa em grande escala, exceto para alimentar carros particulares, o que é muito importante. As outras fontes de energia naturais (geotermia, ondas, maré) parecem incapazes de responder a uma demanda significativa. Enfim, a fusão termonuclear, que poderia, sozinha, representar uma fonte quase ilimitada, com certeza não será praticável antes do fim do século XXI, pelo menos. No total, a energia será cada vez mais custosa, o que incitará a economizar, substituindo os movimentos físicos pelas trocas imateriais.” (Attali, 2008).

domingo, 7 de abril de 2019

Deriva Continental


Deriva Continental


O conceito de deriva continental – movimentos de grande proporção sobre o globo – existe há muito tempo. A rigor, esta ideia nasceu com os primeiros mapas do Atlântico Sul a mostrar os contornos da América do Sul e da África. Já em 1620, Francis Bacon (Fig. 1), filósofo inglês, apontava o perfeito encaixe entre estas duas costas como um quebra-cabeça e aventava, pela primeira vez, a hipótese da união destes continentes no passado. Ao final do século XIX, o geólogo austríaco Eduard Suess (Fig. 1) encaixou algumas das peças do quebra-cabeça e postulou que o conjunto dos continentes meridionais atuais formara, certa vez, um único continente gigante, chamado Terra de Gondwana (ou Gondwana).

Figura 1: A – Francis Bacon; B – Eduard Suess; C – Alfred Wegener.

A teoria da Deriva Continental propriamente dita remonta ao início século XX, tendo surgido a partir das ideias do alemão Alfred Wegener em 1915 (Fig.1), um acadêmico e explorador, que se dedicava a estudos metereológicos, astrônomos, geofísicos e paleontológicos, entre outros.

Wegener participou de numerosas expedições para a gélida Groenlândia, onde fez importantes observações meteorológicas e geofísicas. De acordo com suas observações, todos os continentes poderiam ter estado juntos, no passado, como um quebra-cabeça gigante, formando um único supercontinente, que ele denominou de Pangea (do latim pan, “todo” e gea, “terra”). Posteriormente a Pangea (Fig. 2) teria se fragmentado, dando origem aos continentes e oceanos que conhecemos hoje.



Figura 2: A Pangea e a sua fragmentação dando origem aos continentes e oceanos que conhecemos hoje.

Assim, com a publicação do seu livro A Origem dos Continentes e Oceanos, em 1915 estava criada a teoria da Deriva Continental. Wegener enumerou quatro evidências para a sua teoria:

• Evidências geomorfológicas;
• Evidências Litológicas;
• Evidências Paleontológicas;
• Evidências Glaciais.


Evidências Geomorfológicas

Wegener enumerou várias coincidências geomorfológicas entre os continentes, além do encaixe das linhas de costa atuais de vários continentes, entre eles o encaixe da América do Sul com a África (Fig. 3).
Figura 3: Evidências Geomorfológicas.

Evidências Litológicas

A aproximação dos continentes no mapa permitiu-lhe verificar uma continuidade geológica ao nível de grandes estruturas da superfície terrestre, como as cadeias de montanhas, ao nível da composição litológica. Por exemplo, para ele, a Serra do Cabo, uma cadeia de montanhas de orientação leste-oeste na África do Sul, seria a continuação da Sierra de la Ventana, com a mesma orientação, na Argentina, ou ainda, o planalto na Costa do Marfim, na África, teria continuidade no Brasil (Fig. 4).



Figura 4: Evidências Litológicas.

Evidências Paleontológicas

Entre as evidências mais impressionantes que Wegener apresentou, estava a dos fósseis, principalmente de plantas representativas de gimnospermas e samambaias extintas, conhecidas coletivamente, como a flora de Glossopteris, na África e no Brasil (e também na Austrália, Índia e Antártica, entre outros lugares).
Outro indício foi de fósseis idênticos encontrados apenas na África e na América do Sul de um réptil de 300 milhões de anos, sugerindo que os dois continentes estavam juntos naquele tempo. Os animais e as plantas dos diferentes continentes mostraram similaridades na evolução até o tempo postulado para a fragmentação. Após isso, seguiram caminhos evolutivos divergentes, presumivelmente devido ao isolamento e às mudanças ambientais das massas continentais em separação (Fig. 5).

Figura 5: Evidências Paleontológicas.
Evidências Glaciais

Wegener também baseou-se em evidências paleoclimáticas, como aquelas que comprovam um importante e extenso evento de glaciação no sul e sudeste do Brasil, sul da África, Índia, Austrália e Antártica, há aproximadamente 300 milhões de anos. Em todos esses lugares estrias impressas nas rochas dessa época indicam as direções de movimento das antigas geleiras (Fig. 6).

Figura 6: Evidências Glaciais.
Em cada uma das quatro edições do seu livro, Wegener acrescentou e refinou as evidências que para ele já seriam provas convincentes da teoria da Deriva Continental. Entretanto, ele nunca conseguiu responder adequadamente as questões fundamentais de seus críticos, como por exemplo: Que forças seriam capazes de mover os imensos blocos continentais.

Embora Wegener estivesse correto em afirmar que os continentes tinham se afastado por deriva, sua hipótese acerca de quão rápido eles se moviam e quais forças os empurravam na superfície terrestre mostrou-se errônea, o que reduziu sua credibilidade entre outros cientistas. Com isso, suas evidências não convenceram os céticos, os quais mantiveram que a deriva continental era fisicamente impossível.

Ninguém havia proposto, ainda, uma força motora plausível que pudesse ter fragmentado a Pangea e separado os continentes. Wegener, por exemplo, pensava que os continentes flutuavam como barcos sobre a crosta oceânica sólida, arrastados pelas forças das marés, do sol e da lua.

Após cerca de uma década de rigoroso debate, os físicos convenceram os geólogos de que as camadas externas da Terra eram muito rígidas para que a deriva continental ocorresse, o que fez com que e as ideias de Wegener caíssem em descrédito, exceto entre uns poucos geólogos na Europa, na África do Sul e na Austrália.
A ruptura veio quando os cientistas deram-se conta de que a convecção do manto da Terra, poderia empurrar e puxar os continentes à parte, formando uma nova crosta oceânica, por meio do processo de expansão do assoalho oceânico.

Em 1928, o geólogo britânico Arthur Holmes teve perto de expressar as noções modernas da deriva continental e da expansão do assoalho oceânico, quando propôs que correntes de convecção “arrastaram as duas metades do continente original à parte, com consequente formação de montanhas na borda onde as correntes estão descendo e desenvolvimento de assoalho oceânico no lugar da abertura, onde as correntes estão ascendendo”. Começava aí a descoberta da tectônica de placas e da teoria da Deriva Continental. Wegener morreu sem saber que a sua teoria estava correta.

Fonte :http://ufrr.br/lapa/index.php?option=com_content&view=article&id=%2093

Bibliografia Consultada:
PRESS, F.; GR OTZINGER, J.; SIERVER, R.; JORDAN, T. H. Para entender a Terra. 4ª ed. Porto Alegre: Bookam, 2006.
TEIXEIRA, W.; FAIRCHILD, T. R.; TOLEDO, M. C. M.; TAIOLI, F. Decifrando a Terra. 2ª ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009.

Referências Eletrônicas:
http://ealfredwegener.blogspot.com.br/2009/04/argumentos-de-wegener-para-deriva-dos.html, acessado 23 de novembro de 2012 às 17h e 59min.
http://espacociencias.com/site/ciencias-7o-ano/dinamica-interna-da-terra/deriva-continental/, acessado 23 de novembro de 2012 às 18h e 07min.
http://www.infoescola.com/biografias/, acessado 26 de novembro de 2012 às 20h.

Referências Eletrônicas das figuras:
Figuras 1 a;b: http://www.infoescola.com/biografias/, acessado 26 de novembro de 2012 às 20h.
Figuras 3, 4: http://ealfredwegener.blogspot.com.br/2009/04/argumentos-de-wegener-para-deriva-dos.html, acessado 23 de novembro de 2012 às 17h e 59min.
Figuras 1c, 4, 5, 6: http://espacociencias.com/site/ciencias-7o-ano/dinamica-interna-da-terra/deriva-continental/, acessado 23 de novembro de 2012 às 18h e 07min.