terça-feira, 10 de janeiro de 2012

TRABALHO ANALOGO A ESCRAVO NA BAHIA

Resenha sobre o texto
Caracterização e incidência do trabalho análogo a escravo no estado da Bahia


Este trabalho de pesquisa foi desenvolvido por três autoras, e que foi apresentado como artigo na Revista Bahia Analise & Dados, como destaques, e objetivos deste trabalho ressalta expor e divulgar a ocorrência deste tipo de trabalho; Fomentar a necessidade de uma maior fiscalização, e punição do empregador; Exprimir a tomada de mais condições dignas para os trabalhadores, em principal o do campo. A ocorrência do trabalho análogo a escravo em tempos atuais é verificada em vários países do mundo. No caso do Estado da Bahia as maiores incidências deste trabalho foram verificadas no Oeste do estado, com destaque para o município de São Desidério.
O trabalho no mundo moderno, e as suas relações são desenvolvidas, e se dão em ambiente virtual, e sem fronteiras, a distancia, mas ainda neste mundo moderno, tão globalizado, cheio de técnica e informações múltiplas, podemos verificar a existência do trabalho análogo a escravo. Uma grande contradição entre trabalho moderno, e trabalho escravo. Alerto que o trabalho chamado aqui de escravo, como ressaltam as autoras, como análogo, traz semelhanças como o que era praticado no período colonial do Brasil, mas não é o mesmo hoje em dia. O conforto do trabalho moderno, é trocado por trabalho duro, degradante, sob sol escaldante, também o trabalho escravo não tem fronteiras, mas tem destino. Para da ênfase este destino do trabalho análogo a escravo, alguns números apresentados pelas autoras no texto, 40% fazendas pecuárias no Brasil, 17% lavouras temporárias (cultivo de cana-de-açúcar, fumo, soja), 11% produção florestal. Na Bahia foram feitas 51 operações através do GEFM, com resgate de 2703 trabalhadores, em 93 estabelecimentos. Muitas foram as ações, e os avanços dentro dos vários estados onde foram encontrados trabalho análogo a escravo, mas muito ainda há por ser feito, para conseguir que sejam estabelecidos pontos como, mais rigor nas punições, e assim não seja vantajoso para o empregador incorrer nesse crime, o aumento das oportunidades de trabalho, cuja possibilidade de escolha deve perpassar a garantia da dignidade no processo de reprodução social do trabalhador.
Os conceitos de trabalho decente, e trabalho análogo a escravo são apresentados dentro do texto, para que haja uma comparação, e visualização por parte do leitor que existem características e princípios para se denominar um trabalho como sendo escravo, uma importante explicação desse conceito é que trabalho forçado é sempre acompanhado de condições degradantes de trabalho, mas o inverso nem sempre ocorre. Para melhor esclarecimento, após a verificação dos conceitos, e o trabalho análogo é apresentado como negação completa dos elementos que compõem o trabalho decente. Assim uma preocupação, e um grande desafio do Brasil, seria a baixa qualidade das ocupações, e o déficit de trabalho decente.
A busca desenfreada pela reprodução do capital por parte dos empregadores, que desrespeitam os direitos humanos, é um dos fatos que nos remete a discussão de que usar a mão-de-obra escrava traz vantagens para este empregador, pois o seu desejo maior é apenas o lucro, e acumulação de capital, e garantia de maior competitividade do seu produto diante do mercado mundial, que o pressiona por melhores preços, mas também por tecnologias na sua produção. Ainda dentro da relação de exploração do trabalho análogo a escravo apresenta-se um fato que ocorre nestas relações, é que muitos trabalhadores aceitam responsabilizar-se moralmente por dívidas ilegais. Aspectos culturais podem ser utilizados na coação dos trabalhadores submetidos a trabalho análogo escravo por parte dos empregadores infratores, ou dos intermediários chamados no texto de “gatos”, uma das alternativas utilizadas é a distância dos locais de origem destes trabalhadores, e ainda as condições precárias que viviam nestes locais de origem dos trabalhadores, a falta de oportunidades trabalho nestas regiões, tornam se uma arma nesta ilusão criada por estes aliciadores.
O Brasil foi um dos primeiros países a assumir internacionalmente este triste fato do trabalho análogo a escravo, mas com uma ressalva que desde as décadas de 30, e 40 já se tinha conhecimento deste tipo de trabalho dentro do nosso território, mas que medidas a respeito disto só começaram a ser tomadas a partir da década de 90, mas precisamente no ano de 1995. O que nos deixa subentendido que enquanto foi proveitoso e conveniente, utilizou-se esta mão-de-obra, mas a partir da pressão internacional por formas de produção mais informatizadas, melhores tecnologias de produção, e qualidade nos produtos finais, foi necessário da uma resposta aos órgãos internacionais, e admitir uma meia culpa. Mas o importante são que medidas vem sendo tomadas, dentre elas temos a chamada “Lista Suja”, um cadastro criado pelo Ministério do Trabalho que inclui os dados dos empregadores, e dos seus estabelecimentos onde foram encontrados trabalhadores submetidos a condição de trabalho análogo a escravo. Ainda que esta lista possua falhas, como a inclusão apenas por dois anos, e o retorno somente caso forem pegos novamente a incorrerem no mesmo crime e dado o flagrante. Uso desta lista para fins de desapropriação das terras dos infratores, e uso na reforma agraria, é algo que tem ocorrido, mas em uma pequena escala, o que poderia ser mudado com aprovação da PEC 48, uma lei que é pouco discutida, e que prever expropriação dos estabelecimentos infratores. Lentidão e desinteresse politico é o que emperram esta aprovação, pois alguns políticos, e pessoas influentes na sociedade são encontrados entre estes empregadores infratores. A despeito dos problemas, o Brasil tem metas a serem cumpridas, e tem se esforçado para cumpri-las, e também com medidas para ajudar os trabalhadores resgatados, e mudar essa situação de trabalho.
A situação do trabalho análogo a escravo na Bahia teve o seu despertar a partir do ano de 1982, em especial na região Oeste do estado, com as denúncias e constatações de trabalhadores submetidos a este tipo de trabalho, o que desencadeou varias ações. Estas ações se desenvolveram principalmente nesta região Oeste, devido ao maior número de infrações estarem ocorrendo nesta do estado. Todas as ações visam a ampliação do conhecimento público da realidade do trabalho análogo a escravo no estado, e o mapeamento das áreas criticas para direcionar as políticas de combate, prevenção, e erradicação deste tipo de trabalho.
Além das ações de resgate, das punições, a atuação nas causas é um ponto que deve ser discutido. A migração, e em especial aquela que leva a uma situação análoga ao trabalho escravo. O tem seduzido estas pessoas para submeter-se ao trabalho análogo a escravo? É a falta de condições de trabalho e de reprodução social de vida nos lugares de origem. Pessoas que não possuem terras suficientes, que não possuem uma quantidade de modulo fiscal que não garanta uma produção de subsistência. E zonas no estado baiano que atraem esta mão-de-obra, foco especial no texto para as áreas de agronegócio. Um das questões também apresentadas no texto como causa destas migrações, e em consequência disto o trabalho análogo a escravo, são estruturas fundiárias no Brasil, que possuem números historicamente concentrados, e ainda em relação ao estado da Bahia essa desigualdade aparece ainda maior. No oeste baiano região com elevada concentração de estrutura fundiária, na qual a produção ligada ao agronegócio observa-se uma grande concentração de trabalhadores resgatados, mas também em todo estado esta marcada por deslocamentos de trabalhadores buscando alternativa de renda e encontraram trabalho escravo. Fato que leva a dedução que vários municípios baianos não apresentam condições de oferta de trabalho para garantir a permanência de um grande número de trabalhadores em seus municípios de origem. Uma comparação pode ser feita com as migrações ocorridas para a região Sudeste do país, no ciclo da cana-de-açúcar, mas algo deve ser alertado, é que estes migrantes de certa maneira, conseguiam uma reprodução social.
E na conclusão do texto as autoras ressaltam que o desconhecimento na sociedade, muitas vezes do produto que foi adquirido e comercializado, para manter esta estrutura socioeconômica, veio de uma produção em que se utilizou uma mão de obra escrava, ou condições degradantes de trabalho, o que acontece ainda em muitos lugares em pleno século XXI, em uma era digital, pós-moderna, pessoas em situações subumanas e sujeitas a condições humilhantes, tanto no campo e na cidade. E que o Brasil foi o primeiro país assumir a presença dessas condições de trabalho, mas vem comprometendo a combatê-las. Mais punições aos que intentaram a utilização deste tipo de trabalho, e ações conjuntas entre a sociedade e Estado para repudiar e buscar uma solução desta triste realidade, e a garantia de condições decentes a todos os cidadãos.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A REVOLUÇÃO PARADIGMÁTICA

No século XVIII, uma nova corrente de pensamento começou a tomar conta da Europa defendendo novasformas de conceber o mundo, a sociedade e as instituições. O chamado movimento iluminista aparece nesse período como um desdobramento de concepções desenvolvidas desde o período renascentista, quando osprincípios de individualidade e razão ganharam espaço nos séculos iniciais da Idade Moderna.

No século XVII o francês René Descartes concebeu um modelo de verdade incontestável. Segundo este autor, a verdade poderia ser alcançada através de duas habilidades inerentes ao homem: duvidar e refletir. Nesse mesmo período surgiram proeminentes estudos no campo das ciências da natureza que também irão influenciar profundamente o pensamento absolutista.

Entre outros estudos destacamos a obra do inglês Isaac Newton. Por meio de seus experimentos e observações,Newton conseguiu elaborar uma série de leis naturais que regiam o mundo material. Tais descobertas acabaram colocando à mostra um tipo de explicação aos fenômenos naturais independente das concepções de fundo religioso. Dessa maneira, a dúvida, o experimento e a observação seriam instrumentos do intelecto capazes de decifrar as “normas” que organizam o mundo.

Tal maneira de relacionar-se com o mundo, não só contribuiu para o desenvolvimento dos saberes no campo da Física, da Matemática, da Biologia e da Química. O método utilizado inicialmente por Newton acabou influenciando outros pensadores que também acreditavam que, por meio da razão, poderiam estabelecer as leis que naturalmente regiam as relações sociais, a História, a Política e a Economia.

Um dos primeiros pensadores influenciados por esse conjunto de idéias foi o britânico John Locke. Segundo a sua obra Segundo Tratado sobre o Governo Civil, o homem teria alguns direitos naturais como a vida, a liberdade e a propriedade. No entanto, os interesses de um indivíduo perante o seu próximo poderiam acabar
ameaçando a garantia de tais direitos. Foi a partir de então que o Estado surgiria como uma instituição social coletivamente aceita na garantia de tais direitos.

Essa concepção lançada por Locke incitou uma dura crítica aos governos de sua época, pautados pelos chamados princípios absolutistas. No absolutismo a autoridade máxima do rei contava com poderes ilimitados para conduzir os destinos de uma determinada nação. O poder político concentrado nas mãos da autoridade real seria legitimado por uma justificativa religiosa onde o monarca seria visto como um representante divino.
Entretanto, para os iluministas a fé não poderia interferir ou legitimar os governos.

No ano de 1748, a obra “Do espírito das leis”, o filósofo Montesquieu defende um governo onde os poderes fossem divididos. O equilíbrio entre os poderes Executivo, o Executivo e o Judiciário poderia conceber um Estado onde as leis não poderiam ser desrespeitadas em favor de um único grupo. A independência desses poderes era contrária à do governo absolutista, onde o rei tinha completa liberdade de interferir, criar e descumprir as leis.

Essa supremacia do poder real foi fortemente atacada pelo francês Voltaire (1694 – 1778). Segundo esse pensador, a interferência religiosa nos assuntos políticos estabelecia a criação de governos injustos e legitimadores do interesse de uma parcela restrita da sociedade. Sem defender o radical fim das monarquias de sua época, acreditava que os governos deveriam se inspirar pela razão tomando um tom mais racional e progressista.

Um outro importante pensador do movimento iluminista foi Jean-Jaques Rousseau, que criticava a civilização ao apontar que ela expropria a bondade inerente ao homem. Para ele, a simplicidade e a comunhão entre os homens deveriam ser valorizadas como itens essenciais na construção de uma sociedade mais justa. Entretanto, esse modelo de vida ideal só poderia ser alcançado quando a propriedade privada fosse sistematicamente combatida.

Esses primeiros pensadores causaram grande impacto na Europa de seu tempo. No entanto, é de suma importância destacar como a ação difusora dos filósofos Diderot e D’Alembert foi fundamental para que os valores iluministas ganhassem tamanha popularidade. Em esforço conjunto, e contando com a participação de outros iluministas, esse dois pensadores criaram uma extensa compilação de textos da época reunidos na obra
“Enciclopédia”.

A difusão do iluminismo acabou abrindo portas para novas interpretações da economia e do governo. A fisiocracia defendia que as produções das riquezas dependiam fundamentalmente da terra. As demais atividades econômicas era apenas um simples desdobramento da riqueza produzida em terra. Além disso, a economia não poderia sofrer a intervenção do Estado, pois teria formas naturais de se organizar e equilibrar.

Ao mesmo tempo, o iluminismo influenciou as monarquias nacionais que viam com bons olhos os princípios racionalistas defendidos pelo iluminismo. Essa adoção dos princípios iluministas por parte das monarquias empreendeu uma modernização do aparelho administrativo com o objetivo de atender os interesses dos nobres
e da burguesia nacional.

Fonte: site www.mundodaeducacao.uol.com.br

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE AS REGIÕES BRASILEIRAS




Região Sul:

Clima:temperado
Relevo: presença de planícies no litoral, presença de serras (serra do Mar) na porção oeste, planaltos e depressões.
Vegetação: Campos, mata com Araucária.
Hidrografia: predomínio de rios de planalto.

Forte influencia da colonização européia.
Atividades econômicas ligadas principalmente à produção primária.
Forte influencia européia na gastronomia.
Alto IDH.
Baixa taxa de crescimento natural.
Organização espacial influenciada pelo clima temperado.























Região Sudeste:

Clima:tropical.
Relevo: Planícies no litoral, mares de morros e planaltos na região central.
Vegetação: resquícios de mata atlântica no litoral, cerrado na faixa central e campos nas áreas mais elevadas.
Hidrografia: predomínio de rios de planalto.

Forte influencia da colonização européia, influência parcial asiática e africana.
Atividades econômicas ligadas principalmente aos setores industrias e de serviços.
Grande destaque na produção cientifica e na economia.
Grandes desigualdades regionais.
Concentração populacional nas metrópoles, favelamento.
Organização espacial influenciada pela desiguadade social.
Graves problemas ambientais.


















Região Centro Oeste:

Clima:tropical continental
Relevo: planícies no Pantanal e planaltos e depressões na região central.
Vegetação: floresta equatorial ao norte, cerrado na faixa central e vegetação complexa no Pantanal.
Hidrografia: presença de rios de planalto na região do Pantanal e rios de planície.


Forte influência indígena, pequena influência européia.
Atividades econômicas ligadas principalmente aos setores primários.
Grande destaque na produção agropecuária.
Grandes vazios demográficos.
Urbanização recente.
Organização espacial influenciada pela atividade agrícola e política.
Presença de problemas ambientais.






















Região Norte:

Clima:equatorial.
Relevo: planícies ao longo dos leitos dos rios; planaltos e depressões.
Vegetação: floresta equatorial ao norte e mata de transição ao oeste.
Hidrografia: presença de rios de planalto e rios de planície.

Forte influencia indígena, pequena influência européia.
Atividades econômicas ligadas principalmente aos setores primários.
Grande destaque na produção agropecuária, turismo e extrativismo.
Grandes vazios demográficos.
Urbanização recente.
Organização espacial influenciada pelos leitos dos rios.
Presença de problemas ambientais.






















Região Nordeste:

Clima: tropical e semi-árido.
Relevo: planícies no litoral, planaltos e depressões nas outras regiões.
Vegetação: cerrado, caatinga, mata de cocais.
Hidrografia: presença de rios de planalto e de rios intermitentes.

Forte influência indígena e africana.
Atividades econômicas ligadas principalmente aos setores primários e terciários.
Grande destaque na produção agropecuária, turismo e extrativismo.
Grandes desigualdades sociais.
Forte influência européia na urbanização.
Organização populacional concentrada no litoral.
Presença de problemas ambientais.




Saida de campo Itatim- Milagres











O trabalho de campo da disciplina de Geomorfologia teve inicio no dia 04/11/2011 com saída prevista para 15:00 horas, e chegada no dia 07/011/2011 por volta das 17:00 horas, com objetivo de analisar as formas de relevo encontradas e localizadas nos municípios de Itatim, e de Milagres onde foram visitado os Morro São Geraldo, Morro das Tocas, Morro da Pedra dos Milagres popularmente chamado de Morro da Bandeirinha,essas integradas com os aspectos geomorfológicos ligados aos conhecimentos geológicos, biológicos, físicos, químicos e suas relações com as ações antrópicas, em uma visão holística dos acontecimentos, assim podemos fazer essas relações .
Localização:
Itatim:
Extensão territorial - 574,26 km2;
População – 14.539 habitantes, de acordo com Censo Demográfico de 2010;
Clima – Semi-árido;
Vegetação - Caatinga Arbórea Densa, com palmeiras e Floresta Estacional Decidual;
Geologia - Biotita-Granitóide, Depósitos Eluvionares e Coluvionares, Diatexitos, Gnaisses Charnockíticos, Metatexitos;
Unidades Geomórficas: Pediplano Sertanejo
Município de Itatim, situado a 213 km de Salvador e localizado na área centro leste do Estado, na Microrregião Geográfica de Feira de Santana, a qual faz parte a Mesorregião Centro Norte Baiano compondo a Região econômica 03 – Recôncavo Sul. .
Milagres:
Extensão territorial - 284,37 km2;
População – 10.306 habitantes, de acordo com Censo Demográfico de 2010;
Clima – Semi-árido;
Vegetação - Caatinga Arbórea Densa, com palmeiras e Floresta Estacional Decidual;
Geologia - Biotita-Granitóide, Depósitos Eluvionares e Coluvionares, Diatexitos, Gnaisses Charnockíticos, Metatexitos;
Unidades Geomórficas: Pediplano Sertanejo
Município de Milagres, situado a 230 km de Salvador e localizado na área centro sul do Estado, na Microrregião Geográfica do Centro Sul, a qual faz parte a Mesorregião de Jequié compondo a Região econômica 03 – Recôncavo Sul. .

No primeiro dia de análise no município de Itatim podemos observar o Morro São Geraldo, área com altitude de (371 m).




Ainda neste primeiro dia de analise no campo no município de Itatim visitamos o Morro da Tocas e podemos correlacionar na prática mais alguns conhecimentos obtidos em sala de aula.










Os municípios estudados, que foram visitados fazem parte da Bacia Hidrográfica do Paraguaçu. Que tem como seu principal afluente, Rio Paraguaçu, que nasce nas proximidades da localidade de Farinha Molhada, no município de Barra da Estiva, a aproximadamente 1.200 m de altitude, percorrendo cerca de 500 km até a sua foz na Baía de Todos os Santos.






Podemos concluir que esse trabalho de campo colocou em pratica alguns conceitos e teorias com uma relação direta com a práxis científica de estudo e pesquisa, que é de fundamental importância para a compreensão dos processos de formação do relevo e suas eventuais ocorrências, e também da ação humana na sua transformação.






Parte do trabalho apresentado à disciplina de Fundamentos da Geomorfologia, semestre 2011.2, do Curso de Geografia Noturno, da Universidade Federal da Bahia - UFBA, como requisito de avaliação. Discentes : André Luis, Lázaro Nunes
Docente: Prof. Dr. Geraldo Marcelo Lima

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Divisão da Africa

Divisão etnica da Africa

Divisão politica da Africa


Esta divisão foi feita sem considerar os aspectos naturais, culturais e étnicos dos povos que habitavam o continente. Essa divisão “artificial” contribui para a eclosão de muitos conflitos na região.


sábado, 1 de outubro de 2011

“Idas e Vindas” - DINÂMICA POPULACIONAL

DINÂMICA POPULACIONAL

FLUXOS MIGRATÓRIOS


Emigração Imigração

A (saída) B (chegada)
Os tipos dos fluxos migratórios podem ser:
• Permanente
• Temporário
• Interno
• Externo




Ocorrências principais:
*Pendular
Subúrbio para o centro
Cidade para a cidade
*Transumância/ Sazonal.
Montanha para planície
*Nomadismo

*Êxodo rural

Campo para a cidade

Causas
PAÍSES DESENVOLVIDOS (XIX)
1- Rev. Industrial;
2- Mecanização do campo;
3- Desemprego rural;
4- Oferta de trabalho na cidade.
PAÍSES SUBDESENVOLVIDOS (XX)
1- Industrialização;
2- Mecanização do campo;
3- Desemprego rural;
4- Péssimas condições de vida na cidade;
5- Fascínio urbano.
Principais povos que migraram para o Brasil
1808- Portugueses chegada de 1500 famílias açorianas no sul do país onde mais tarde surgiria a cidade de Porto Alegre.
*1818-Chegada de 1700 suíços e alemães na região serrana do Rio de Janeiro onde mais tarde surgirá a cidade de Nova Friburgo.
* 1824-Inicio da colonização germânica no sul do país.
* 1850 – Alemães ocupam o sul do país trabalhando em fazendas de policulturas. Fundaram varias cidades como: Brusque, Itajaí, Blumenau e etc.
*1870 – Italianos ocuparam a região de São Paulo, trabalhando na lavoura cafeeira, mais tarde ocuparam o sul do país para o plantio de uva.
*1908 – Japoneses ocuparam a região de São Paulo aonde cultivaram arroz, hortaliças e frutas, mas tarde ocuparam o Pará onde cultivaram pimenta do reino e juta.

Mini-aula - Apresentação da disciplina Didática práxis II – UFBA.
Professora Amaleide Lima; Alunos Tiara Rodrigues, Rogério Ferreira, Lázaro Nunes

Fontes bibliográficas:
VESENTINI J.WILLIAM; VLACH VÂNIA. Geografia Crítica, São Paulo: Ática, 2002.
AZEVEDO, GUIOMAR GOULART. O espaço mundial: o mundo em desenvolvimento, São Paulo: Moderna, 1996.
SANTOS, MILTON. Pensando o espaço do homem.São Paulo,Hucitec,1982
ANDRADE, MCDE. A Terra e o homem do Nordeste.São Paulo,Brasiliense,1963.

A Música , e o ensino de História





E como primeiro ponto abordaremos a música, o ensino, a história.A música sempre teve papel importante na história da humanidade. Através dela, civilizações expressaram sua cultura, sociedades protestaram e criticaram seu governo. Nessa perspectiva, ela foi uma forte aliada. Agora na busca por novas metodologias o professor de História visa enriquecer as aulas relacionando a música ao tema a ser estudado.
A música por si só é capaz de transpor os limites de uma única ciência, através dela vivemos a história, aprendemos geografia, biologia, política, economia, sociologia e muitas outras.
A música, e o ensino conforme os PCN’S:
"[...] é a linguagem que traduz em formas sonoras capazes de expressar e comunicar sensações, sentimentos e pensamentos, por meio da organização e relacionamento expressivo entre o som e o silêncio. [...] A integração entre os aspectos sensíveis, afetivos, estéticos e cognitivos, assim como a promoção de interação e comunicação social, conferem caráter significativo à linguagem musical [...]".
A música como metodologia de ensino, esse é o terceiro ponto que abordamos dentro deste texto. Representa um desafio muito grande, uma vez que não se trata exclusivamente da seleção do tema e a posterior aplicação da metodologia. E é preciso ter em mente o que se pretende alcançar com tal metodologia. Por vezes sua estrutura subjetiva nos transporta para um fato objetivo dentro da história, a letra, o toque, o próprio ritmo, nos remete a situações vividas dentro da própria história.
A música pode ser utilizada pelo docente nas diferentes disciplinas. Transforma-se objeto de pesquisa, fazendo com que os alunos pensem e reflitam sobre suas vidas através das letras musicais.
O diálogo da História com a música consiste num amplo campo para o ofício do historiador, porém ainda pouco explorado.
A música promove transformação, e arte, esse é o quarto ponto deste texto. A música é arte de combinar sons, é uma excelente fonte de transformação porque, além de ser utilizada como terapia psíquica para o desenvolvimento, é uma forma de transmitir idéias e informações, faz parte da comunicação social. A uma grande preocupação é com “o conteúdo”. Finalmente, a música em si, já é um grande veículo de aprendizado cultural. Uma cultura de todos os tempos, pois todos os povos cantam: dos mais primitivos aos mais eruditos. Segundo Selva Guimarães Fonseca:
“Ao incorporar diferentes linguagens no processo de ensino de história, reconhecemos não só a estreita ligação entre os saberes escolares e a vida social, mas também a necessidade de (re) construirmos nosso conceito de ensino aprendizagem”.
Ainda para ressaltarmos a importância como promoção de transformação, e arte, citação segundo Vinci de Moraes:
“investigativo nessa área da história social e cultural que trata da música ainda permanece bastante complicado, principalmente para os temas relacionados à música popular” (1997: 20).
Para concluirmos, a importância da música dentro do ensino de História, causa transformações, pois desde muito cedo somos acostumados a ouvir musicas desde canções de ninar, ou em brincadeiras, ela esta sempre em períodos de nossas vidas, podendo ser uma facilitadora no ensino. Assim considerando as palavras de Marcos Napolitano, quando este diz que:
“No Brasil, a canção ocupa um lugar especial na produção cultural, em seus diversos matizes, ela tem o termômetro, caleidoscópio e espelho não só das mudanças sociais, mas, sobretudo das nossas sensibilidades coletivas mais profundas” (2002: 77)





Referências bibliográficas
FONSECA, Selva G. (2005). Didática e Prática de Ensino de História. Ed. Papirus Editora, 4ª Ed Revista História em Reflexão: Vol. 2 n. 4 - UFGD- Dourados jul/dez 2008.
MORAES, José Geraldo Vinci de. História e Música: canção popular e conhecimento histórico. IN: Revista Brasil Acesso em 01 de outubro de 2010 às 16:30hs leira de História, ANPUH/Humanitas / FAPESP, 20.
NAPOLITANO, Marcos. História e música - história cultural da música popular. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.
ARAÚJO, Francisco Antônio Machado.MÚSICA, CINEMA E HISTÓRIA. Publicado em 22/04/2009.Sociedade e Cultura.
http://fazendohistoriaatravesdamusica.blogspot.com/2009/06/musica-como-metodologia-de-ensino-busca.html Acesso em 30 de setembro de 2010 às 18:21hs.
http://etapovodehistoria.blogspot.com/2009/06/musica-no-ensino-de-historia.html Acesso em 30 de setembro de 2010 às 18:28hs.
http://www.profissaomestre.com.br/php/verMateria.php?cod=864 Acesso em 01 de outubro de 2010 às 16:30hs.
http://www.scribd.com/doc/11496317/A-Musica-em-Sala-de-Aula-Trabalhando-com-a-L-Portuguesa-despertando-Valores-Humanos Acesso em 01 de outubro de 2010 às 16:40hs.
http://www.jornaldacidade.net/2008/noticia.php?id=42918 Acesso em 01 de outubro de 2010 às 16:50hs.