AS REVOLUÇÕES POLÍTICAS
Entre os séculos XVI e XVII, a Inglaterra se afirmava como uma grande potência política e econômica mundial. Diversos fatores contribuíram para o desenvolvimento da economia inglesa, entre eles a expansão do comércio marítimo e da indústria naval, a conquista de territórios e a concentração de riquezas. Esses fatores foram responsáveis por impulsionar o pioneirismo industrial inglês, que acelerou o ritmo de produção e ampliou o comércio. Houve ainda, nesse período, o aumento da produção de carvão mineral, que possibilitou o fornecimento de combustível para as indústrias nascentes. No plano político também ocorreram mudanças importantes na Inglaterra. As estruturas remanescentes da velha ordem feudal foram derrubadas por movimentos revolucionários, que instauraram um novo regime de poder. As relações entre a população e a monarquia inglesa começaram a se alterar profundamente, criando um ambiente propício para outras formas de organização da sociedade. Esse conjunto de transformações favoreceu o fortalecimento econômico e político inglês, com o acúmulo de capitais, que puderam ser investidos no desenvolvimento industrial, e com a nova configuração das bases de poder do Estado, que possibilitou estruturar o que ficou conhecido como sistema capitalista.
Foi durante o governo de Elizabeth I, filha de Henrique VIII, que os ingleses conquistaram importantes colônias ultramarinas na América e na África, das quais obtinham, respectivamente, algodão e azeite. A conquista de novos territórios possibilitou a ampliação do mercado consumidor dos produtos ingleses.
A Revolução Puritana
Com o fim do reinado de Elizabeth I, que não havia deixado herdeiros, o trono foi entregue a Jaime I, da dinastia Stuart, que governava a Escócia. Nesse período, os conflitos entre a monarquia e os grupos sociais que emergiam econômica e politicamente se intensificaram. Esses grupos emergentes eram formados pela burguesia e pela pequena nobreza, que ganhavam importância com a ampliação das relações comerciais e dos mercados consumidores dos produtos ingleses.
A república de Cromwell
O grupo dos parlamentares venceu a guerra iniciada com a Revolução Puritana. Oliver Cromwell, membro da pequena nobreza e puritano que comandou o exército vencedor, assumiu o governo e proclamou a república na Inglaterra, em 1649. O rei Carlos I foi preso, julgado pelo Parlamento e condenado à morte. Durante o governo de Oliver Cromwell, a economia inglesa ganhou novo estímulo com a aprovação dos Atos de Navegação. Com essa lei, as mercadorias negociadas com a Inglaterra só poderiam ser transportadas em navios ingleses ou nos navios das nações onde as mercadorias haviam sido produzidas. Essa medida fortaleceu a marinha mercante da Inglaterra, que se tornou a maior potência naval do mundo.
A Revolução Gloriosa
Com a restauração monárquica, Carlos II (filho de Carlos I) assumiu o trono inglês e comprometeu-se a se submeter ao Parlamento. Em 1685, foi substituído por seu irmão Jaime II, que era católico. Nobres e burgueses temiam que o retorno do catolicismo implicasse a devolução das terras que a Reforma anglicana havia confiscado. Por isso, esses grupos se uniram para afastar Jaime II do poder e, em 1689, entregaram o trono ao protestante holandês Guilherme de Orange, casado com Maria Stuart, filha de Jaime II. Sem condições de resistir à tomada do poder, Jaime II fugiu para a França, e a Revolução Gloriosa triunfou sem derramamento de sangue.
Fonte de pesquisa : HISTÓRIA- Araribá Conecta, páginas 10 a 16. EDITORA MODERNA LTDA. www.moderna.com.br , 2022 Impresso no Brasil.