sábado, 17 de janeiro de 2026

REVOLUÇÕES NA INGLATERRA

 AS REVOLUÇÕES POLÍTICAS 

Entre os séculos XVI e XVII, a Inglaterra se afirmava como uma grande potência política e econômica mundial. Diversos fatores contribuíram para o desenvolvimento da economia inglesa, entre eles a expansão do comércio marítimo e da indústria naval, a conquista de territórios e a concentração de riquezas. Esses fatores foram responsáveis por impulsionar o pioneirismo industrial inglês, que acelerou o ritmo de produção e ampliou o comércio. Houve ainda, nesse período, o aumento da produção de carvão mineral, que possibilitou o fornecimento de combustível para as indústrias nascentes. No plano político também ocorreram mudanças importantes na Inglaterra. As estruturas remanescentes da velha ordem feudal foram derrubadas por movimentos revolucionários, que instauraram um novo regime de poder. As relações entre a população e a monarquia inglesa começaram a se alterar profundamente, criando um ambiente propício para outras formas de organização da sociedade. Esse conjunto de transformações favoreceu o fortalecimento econômico e político inglês, com o acúmulo de capitais, que puderam ser investidos no desenvolvimento industrial, e com a nova configuração das bases de poder do Estado, que possibilitou estruturar o que ficou conhecido como sistema capitalista.



O governante mais emblemático do absolutismo inglês foi o rei Henrique VIII, que rompeu com a Igreja católica e fundou a Igreja anglicana. Ele fazia parte da dinastia Tudor, cujos monarcas governaram a Inglaterra entre 1485 e 1603.

Foi durante o governo de Elizabeth I, filha de Henrique VIII, que os ingleses conquistaram importantes colônias ultramarinas na América e na África, das quais obtinham, respectivamente, algodão e azeite. A conquista de novos territórios possibilitou a ampliação do mercado consumidor dos produtos ingleses.

A Revolução Puritana 

Com o fim do reinado de Elizabeth I, que não havia deixado herdeiros, o trono foi entregue a Jaime I, da dinastia Stuart, que governava a Escócia. Nesse período, os conflitos entre a monarquia e os grupos sociais que emergiam econômica e politicamente se intensificaram. Esses grupos emergentes eram formados pela burguesia e pela pequena nobreza, que ganhavam importância com a ampliação das relações comerciais e dos mercados consumidores dos produtos ingleses.

A república de Cromwell 

O grupo dos parlamentares venceu a guerra iniciada com a Revolução Puritana. Oliver Cromwell, membro da pequena nobreza e puritano que comandou o exército vencedor, assumiu o governo e proclamou a república na Inglaterra, em 1649. O rei Carlos I foi preso, julgado pelo Parlamento e condenado à morte. Durante o governo de Oliver Cromwell, a economia inglesa ganhou novo estímulo com a aprovação dos Atos de Navegação. Com essa lei, as mercadorias negociadas com a Inglaterra só poderiam ser transportadas em navios ingleses ou nos navios das nações onde as mercadorias haviam sido produzidas. Essa medida fortaleceu a marinha mercante da Inglaterra, que se tornou a maior potência naval do mundo.

A Revolução Gloriosa 

Com a restauração monárquica, Carlos II (filho de Carlos I) assumiu o trono inglês e comprometeu-se a se submeter ao Parlamento. Em 1685, foi substituído por seu irmão Jaime II, que era católico. Nobres e burgueses temiam que o retorno do catolicismo implicasse a devolução das terras que a Reforma anglicana havia confiscado. Por isso, esses grupos se uniram para afastar Jaime II do poder e, em 1689, entregaram o trono ao protestante holandês Guilherme de Orange, casado com Maria Stuart, filha de Jaime II. Sem condições de resistir à tomada do poder, Jaime II fugiu para a França, e a Revolução Gloriosa triunfou sem derramamento de sangue.



Fonte de pesquisa : HISTÓRIA- Araribá  Conecta, páginas 10 a 16.  EDITORA MODERNA LTDA. www.moderna.com.br , 2022 Impresso no Brasil.

quinta-feira, 24 de abril de 2025

RÚSSIA


 

A Rússia oferece uma variedade impressionante de imagens, desde a arquitetura icônica de Moscou e São Petersburgo até as vastas e diversas paisagens naturais. Aqui estão alguns exemplos do que você pode encontrar em imagens da Rússia:

Cidades:

  • Moscou: O Kremlin, a Catedral de São Basílio na Praça Vermelha, edifícios históricos, arranha-céus modernos e a vida urbana vibrante.
  • São Petersburgo: A arquitetura imperial elegante, canais pitorescos, o Museu Hermitage, palácios e pontes levadiças.

Paisagens Naturais:

  • Lago Baikal: O lago de água doce mais profundo e antigo do mundo, com paisagens circundantes espetaculares.
  • Montanhas Altai: Cadeias montanhosas com picos nevados, vales verdejantes e lagos cristalinos.
  • Taiga Siberiana: Vastos e densos bosques de coníferas que cobrem grande parte da Sibéria.
  • Tundra Ártica: Paisagens austeras com vegetação rasteira, musgos e líquens no extremo norte.
  • Vulcões da Kamchatka: Península vulcânica com vulcões ativos, fontes termais e paisagens únicas.




Cultura:

  • Matryoshka (Bonecas Russas): Um símbolo icônico da arte popular russa.
  • Igrejas Ortodoxas: Com suas cúpulas douradas e arquitetura distintiva.
  • Trajes Nacionais: Roupas tradicionais coloridas e elaboradas.
  • Artesanato: Pinturas, esculturas em madeira, cerâmica e outros trabalhos manuais.
  • Festivais e Tradições: Celebrações religiosas, festivais folclóricos e costumes únicos.

sexta-feira, 4 de abril de 2025

REVOLUÇÃO FRANCESA

 A Revolução Francesa foi um período de intensa agitação política e social na França que durou de 1789 a 1799. Ela marcou o fim da monarquia absolutista e estabeleceu uma república. A revolução teve um impacto profundo na história da França e da Europa, disseminando ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.

Causas da Revolução:

  • Descontentamento social: A sociedade francesa era dividida em três estamentos: o clero, a nobreza e o Terceiro Estado (que incluía a maioria da população, como camponeses, trabalhadores urbanos e a burguesia). O Terceiro Estado arcava com a maior parte dos impostos e tinha poucos direitos políticos, o que gerava grande insatisfação.
  • Crise econômica: A França enfrentava uma grave crise financeira devido aos gastos excessivos da monarquia, aos custos de guerras (como a Guerra da Independência Americana) e a problemas de arrecadação de impostos.
  • Influência do Iluminismo: As ideias iluministas, que defendiam a razão, a liberdade individual e a igualdade de direitos, inspiraram muitos a questionar o Antigo Regime (a monarquia absolutista e a sociedade hierárquica).
  • Crise política: O rei Luís XVI era visto como um líder fraco e indeciso, incapaz de lidar com os problemas do país. A monarquia absolutista era considerada injusta e opressiva.
  • Más colheitas: Nos anos que antecederam a revolução, a França enfrentou más colheitas que levaram à escassez de alimentos e ao aumento dos preços, especialmente do pão, o que afetou duramente a população mais pobre.

Principais Acontecimentos:

  • Queda da Bastilha (14 de julho de 1789): A tomada da prisão da Bastilha, um símbolo da autoridade real, é geralmente considerada o marco inicial da Revolução Francesa.
  • Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (agosto de 1789): Este documento fundamental proclamava a igualdade de todos os cidadãos perante a lei, a liberdade individual, a liberdade de expressão e outros direitos importantes.
  • Marcha sobre Versalhes (outubro de 1789): Mulheres do mercado de Paris marcharam até o Palácio de Versalhes e forçaram a família real a se mudar para Paris, demonstrando o poder da mobilização popular.
  • Fuga do Rei e sua prisão (junho de 1791): A tentativa frustrada de Luís XVI e sua família de fugir de Paris minou ainda mais a confiança na monarquia.
  • Proclamação da República (setembro de 1792): A monarquia foi abolida e a Primeira República Francesa foi proclamada.
  • Execução de Luís XVI (janeiro de 1793): O rei foi julgado por traição e guilhotinado, um evento que radicalizou ainda mais a revolução.
  • Reino do Terror (1793-1794): Sob a liderança de Robespierre e do Comitê de Salvação Pública, um período de repressão violenta contra os considerados inimigos da revolução resultou em milhares de execuções.
  • Golpe do 18 de Brumário (novembro de 1799): Napoleão Bonaparte liderou um golpe de estado que derrubou o Diretório (o governo da época) e marcou o fim da Revolução Francesa, dando início ao período napoleônico.

Consequências da Revolução:

  • Fim do Antigo Regime: A Revolução Francesa destruiu as estruturas feudais e aristocráticas que dominavam a França há séculos.
  • Ascensão da Burguesia: A burguesia, que liderou muitos dos eventos revolucionários, consolidou seu poder político e econômico.
  • Disseminação de Ideais Iluministas: Os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade se espalharam pela Europa e pelo mundo, influenciando outros movimentos revolucionários e reformas políticas.
  • Nacionalismo: A Revolução Francesa contribuiu para o desenvolvimento do nacionalismo moderno, com a ideia de uma nação unida por valores e cultura comuns.
  • Reformas Legais e Administrativas: Foram implementadas importantes reformas no sistema legal e administrativo francês, como a criação do Código Napoleônico.
  • Secularização do Estado: A influência da Igreja Católica diminuiu, e o Estado se tornou mais secular.
  • Impacto Global: A Revolução Francesa serviu de inspiração e modelo para outras revoluções e movimentos de libertação em todo o mundo.

Em resumo, a Revolução Francesa foi um período crucial na história, marcado por profundas transformações sociais, políticas e econômicas que moldaram a França moderna e tiveram um impacto duradouro no mundo.

sábado, 29 de março de 2025

EUROPA

 Europa é um dos seis continentes do mundo, sendo em extensão territorial o segundo menor. O continente é banhado, ao norte, pelo Mar Ártico; ao sul, pelo Mar Mediterrâneo e o Mar Negro; a oeste, pelo Oceano Atlântico; e, a leste, pelo Mar Cáspio. A Europa é também conhecida como o “Velho Mundo” e considerada o berço da cultura ocidental.




A Europa limita-se territorialmente com a Ásia, a leste, sendo considerada então um prolongamento da massa continental do continente asiático, formando, assim, a Eurásia (massa continental formada pela Europa e pela Ásia).


Os dois continentes são separados pela cordilheira chamada Montes Urais. Devido ao seu contorno bastante irregular, o continente europeu apresenta, além de várias penínsulas e ilhas, muitos países com costa litorânea.


Os montes Urais são uma cordilheira de montanhas na Rússia que normalmente definem a fronteira entre a Europa e a Ásia.


Regiões da Europa O continente europeu possui características bastante heterogêneas sendo dividido em quatro regiões. Essas regiões foram estabelecidas segundo critérios de ordem espacial e econômica. São estas: Europa Ocidental : é composta pelas nações banhadas pelo Oceano Atlântico, como Alemanha, Bélgica, França e Reino Unido, e também por países que possuem relação com o Ocidente. Europa Meridional: é composta por nações banhadas pelo Mar Mediterrâneo situadas na Península Ibérica, como Espanha, Andorra, Grécia e Itália. Europa Centro-Oriental: é composta pelos países que formam a ex-União Soviética e tornaram-se independentes, como Bósnia, Herzegovina, Kosovo, Moldávia, Macedônia do Norte, entre outros.Europa Setentrional: é composta por países que se situam no extremo norte do continente, como os Países Nórdicos (Noruega, Dinamarca, Suécia, Finlândia e Islândia).

Economia da Europa 

Ao longo de um grande período, a Europa foi considerada o centro econômico do mundo, principalmente devido a sua localização geográfica, estando no “centro do mundo”, ou seja, entre os demais continentes. Apesar de outras super economias, como os Estados Unidos (na América) e a China (na Ásia), na Europa ainda há grandes economias mundiais, como a Alemanha, que é a quarta do mundo; o Reino Unido, a quinta; a França, a sexta; e a Itália, a oitava. 

Em relação às importações, o continente europeu importa matérias-primas, minerais e manufaturados de alta tecnologia. Já as exportações feitas por ele contam com automóveis, produtos químicos, manufaturados, entre outros.

No continente europeu existe o maior bloco econômico do mundo, a União Europeia. Constituído por 27 países, esse bloco representa a livre circulação de bens e mercadorias entre seus países membros, que adotaram uma única moeda, o euro. A União Europeia é atualmente o maior mercado de exportação de bens, serviços e produtos. 


Fontes de pesquisas;

https://www.canaleducacao.tv/

https://brasilescola.uol.com.br/

https://www.todamateria.com.br/


terça-feira, 2 de janeiro de 2024

Superfície e estrutura da Terra


Os seres humanos ocupam apenas uma parte da Terra: a superfície, pois o centro do planeta, as altas camadas atmosféricas e o fundo do mar não lhes oferecem condições de vida adequadas.

Pode-se dizer, então, que o espaço geográfico compreende toda a superfície terrestre, pois esse é o espaço que os seres humanos ocupam e modificam continuamente.

Superfície terrestre

A superfície terrestre corresponde a uma camada de mais ou menos 25 quilômetros de espessura, na qual as esferas do planeta se inter-relacionam.

Litosfera

 A litosfera, ou crosta terrestre, é a porção sólida da Terra. É constituída de rochas e minerais e compõe todos os continentes, as ilhas e o assoalho dos mares e oceanos. Os continentes e as ilhas, que constituem as terras emersas, são as partes da litosfera ocupadas pelos seres humanos.

Hidrosfera 

A hidrosfera é o conjunto das águas da superfície terrestre: os mares, os oceanos, os rios, os lagos, a água subterrânea, as geleiras e a água presente na atmosfera. 

Atmosfera 

A atmosfera é a camada gasosa que envolve a Terra. É constituída principalmente de oxigênio e nitrogênio, além de outros gases, e de água. A atmosfera tem pouco mais de 800 quilômetros de espessura e divide-se em diversas camadas, de acordo com a predominância de gases que compõem cada uma delas.

Biosfera 

A biosfera surge na intersecção das demais esferas: litosfera, hidrosfera e atmosfera. É a parte da superfície terrestre onde se encontram todos os seres vivos, como animais, vegetais e microrganismos, matéria orgânica, além de elementos inorgânicos.


Estrutura da Terra 



De forma simplificada, costuma-se dividir a estrutura da Terra em três partes ou camadas principais: a crosta terrestre, o manto e o núcleo; este último pode ser dividido em núcleos interno e externo, conforme mostra a imagem abaixo.

A crosta terrestre, ou litosfera, é a camada sólida e superficial da Terra, composta de rochas e minerais.

O manto situa-se sob a crosta terrestre. Sua profundidade chega a até 2 900 quilômetros.

O núcleo da Terra, unidade central do planeta, é formado por materiais bem mais densos que os do manto ou da crosta, com predomínio de níquel e de ferro. As temperaturas nessa área são elevadíssimas: chegam a atingir cerca de 4 800 °C. 


Apesar das elevadas temperaturas, acredita-se que o centro desse núcleo, chamado núcleo interno, seja sólido em razão da imensa pressão exercida pelas camadas superiores a ele. 

O núcleo externo que o envolve, em estado de fusão, é viscoso. Começa a cerca de 2 900 km e vai até 5 150 km de profundidade.


Fonte de Pesquisa :

Telaris Geografia  6ºano PNLD 2020.

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segunda-feira, 7 de setembro de 2020

A proclamação da independência

 
O Brasil também nasceu de um processo de independência, no caso em relação à metrópole portuguesa. O Estado brasileiro formou-se depois desse ato, protagonizado em 1822 pelo príncipe regente D. Pedro. Depois do famoso grito do Ipiranga era preciso não só construir o Estado nacional, mas também a identidade brasileira, o sentimento de pertencer à mesma nação.
Em maio de 1822, o príncipe ordenou que os decretos das Cortes só podiam ser executados com sua aprovação e, no mês seguinte, convocou uma Assembleia Constituinte para elaborar a primeira Constituição do Brasil. Também decidiu que as tropas portuguesas que tentassem desembarcar no país seriam consideradas inimigas.
As Cortes reagiram às novas medidas reduzindo a autoridade de D. Pedro. Informado do fato, no dia 7 de setembro de 1822, em passagem por São Paulo, D. Pedro formalizou a independência do
Brasil. O príncipe recebeu o apoio das camadas médias urbanas e da aristocracia rural, que pretendiam garantir privilégios e manter as camadas populares longe do processo de independência.
Em outubro, D. Pedro foi aclamado imperador do Brasil.